quarta-feira, 21 de novembro de 2012


O Erro de Fechar a Mente


   


     Desde o início dos tempos, o homem busca algum componente na sociedade em que vive para ser admirado, seja como algo divino ou como uma referência em busca de inspiração. E por diversas vezes essa crença passa a ser baseada no fanatismo, por muitas vezes exagerado, e que passa a ser agressivo a quem tem um ponto de vista diferente sobre um determinado assunto, o que por diversas vezes gera conflitos.
     No livro “ Do Amor e Outros Demônios “, do escritor Gabriel Garcia Marquez, que se passa em meados do século XVIII,  é mostrada uma situação desse tipo. Uma menina passa a ter problemas que aparentemente em decorrência de ter sido mordida por um cachorro com raiva. Porém, autoridades religiosas tratam o caso como uma possessão demoníaca, inclusive evitando que a jovem tenha um tratamento médico, agindo de maneira autoritária e levando o caso a um desfecho trágico.
     Esse é apenas um exemplo de fanatismo presente na nossa história. Temos outros exemplos presentes em nossa sociedade, como na política, onde teoricamente, apesar de haver diferentes pontos de vista, todos estariam um busca de um mesmo objetivo, e mesmo assim acontecem divergências por muitas vezes agressivas por existirem núcleos  que defendem uma determinada opinião sem sequer cogitar admitir idéias diferentes.
     Não há problemas em ter uma crença em uma ideia. Porém o fanatismo não é algo saudável, por evitar que se conheça diferentes opiniões, e também por levar a um conflito de idéias que por muitas vezes acaba na violência. Pensar de modo fanático e radical acaba com o debate, a discussão de idéias, e é justamente aí que onde as melhores soluções aparecem.
     Não se deve confundir uma convicção com um pensamento fanático. Vivemos numa época de redes sociais, onde é mais fácil aproximar pensamentos e buscar alternativas conjuntas para diversos problemas. Houve um tempo em que o diálogo entre determinadas partes era inviável, porém a história já nos provou diversas vezes que mentes autoritárias não fazem o mundo evoluir. Resumindo: já é hora de deixarmos o fanatismo cego como no passado.



Um texto por Davi Campos

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