quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Intransigência Massivamente Prejudicial






     Confrontos políticos e religiosos sempre foram motivo para extermínio de diversas pessoas. Sobre esse contexto e logo após, Ítalo Calvino produziu sua obra ‘O Visconde Partido ao Meio’, um conto sobre um importante homem que teve metade de seu corpo dilacerado, e a partir daí suas metades passaram a assumir diferentes e opostas personalidades. E é assim que se desenrola um dos eventos presentes na segunda guerra, que muito trágico, ocasionou a morte de milhões de pessoas que até hoje vivem parcialmente segregadas da sociedade. O conceito ‘Holocausto’ atualmente é designado exclusivamente ao ocorrido durante a guerra, mas anteriormente era conduzido à catástrofe, desgraça e extermínio.

     Tudo começou com o regime nazista, que reprovava qualquer contradição a sua filosofia, desde comunismo ao homossexualismo. Adolf Hitler, o então ditador, acabou por ordenar a morte massiva de quase 10 milhões de pessoas, em especial, judeus. O regime judaico segundo Hitler, acabava por igualar seus membros, e também por princípios financeiros, desestabilizava a economia alemã, ou seja, havia o parcial envolvimento da ideia ‘comunista’.
Muitas das mortes foram causadas também por serem consideradas heresias, evidentemente, por princípios religiosos, onde as vítimas eram os homossexuais, ciganos e intelectuais polacos/russos sendo devotos ao ateísmo.

     A execução das vítimas era feita através inicialmente de câmaras de gás carbônico, o mesmo resultante da combustão da gasolina em um motor de automóvel. Mas logo após a técnica foi substituída pelo gás cianídrico, chamado de ‘Ciclone B’. Os indivíduos condenados tinham de dar todos seus bens aos nazis e após isso, se deslocarem aos campos de concentração, onde com o pretexto de banho, eram submetidos à câmara, e consequentemente, à intoxicação respiratória. Boa parte desses casos só foi divulgada após o término da guerra, porém, houveram alguns protestos na região europeia mediantes à fuga de alguns prisioneiros.

     Nesse momento podemos nos questionar, até onde a religião pode chegar? Como é que um regime político totalmente irracional pode ter tanta influência? Qual é o limite da intransigência? Sob questões humanitárias que visam o bem consensual, devemos ser gratos que os índices de criminalidade e preconceito com as demais etnias vêm se dissolvendo com o tempo, porém, ainda existem. E é sobre esse contexto histórico que as nossas futuras gerações serão modeladas, e só com educação, serão evoluídas para que essas cicatrizes tenham a devida extinção.


Um texto por Ravel Scola. 

O Erro de Fechar a Mente


   


     Desde o início dos tempos, o homem busca algum componente na sociedade em que vive para ser admirado, seja como algo divino ou como uma referência em busca de inspiração. E por diversas vezes essa crença passa a ser baseada no fanatismo, por muitas vezes exagerado, e que passa a ser agressivo a quem tem um ponto de vista diferente sobre um determinado assunto, o que por diversas vezes gera conflitos.
     No livro “ Do Amor e Outros Demônios “, do escritor Gabriel Garcia Marquez, que se passa em meados do século XVIII,  é mostrada uma situação desse tipo. Uma menina passa a ter problemas que aparentemente em decorrência de ter sido mordida por um cachorro com raiva. Porém, autoridades religiosas tratam o caso como uma possessão demoníaca, inclusive evitando que a jovem tenha um tratamento médico, agindo de maneira autoritária e levando o caso a um desfecho trágico.
     Esse é apenas um exemplo de fanatismo presente na nossa história. Temos outros exemplos presentes em nossa sociedade, como na política, onde teoricamente, apesar de haver diferentes pontos de vista, todos estariam um busca de um mesmo objetivo, e mesmo assim acontecem divergências por muitas vezes agressivas por existirem núcleos  que defendem uma determinada opinião sem sequer cogitar admitir idéias diferentes.
     Não há problemas em ter uma crença em uma ideia. Porém o fanatismo não é algo saudável, por evitar que se conheça diferentes opiniões, e também por levar a um conflito de idéias que por muitas vezes acaba na violência. Pensar de modo fanático e radical acaba com o debate, a discussão de idéias, e é justamente aí que onde as melhores soluções aparecem.
     Não se deve confundir uma convicção com um pensamento fanático. Vivemos numa época de redes sociais, onde é mais fácil aproximar pensamentos e buscar alternativas conjuntas para diversos problemas. Houve um tempo em que o diálogo entre determinadas partes era inviável, porém a história já nos provou diversas vezes que mentes autoritárias não fazem o mundo evoluir. Resumindo: já é hora de deixarmos o fanatismo cego como no passado.



Um texto por Davi Campos

O Valor da Tecnologia





      Quem puder ler o livro “ Nos Céus de Paris “, do escritor gaúcho Alcy Cheuiche, irá entender e acompanhar a vida de Santos Dumont, um homem que mudou a história do mundo graças a suas descobertas e invenções aeronáuticas. Naquele tempo podia ser loucura ou heresia imaginar que um homem poderia voar, mas isso acontecia não tanto pelo fato de cruzar os céus  parecer impossível para quem vivia naquele tempo, e sim pela resistência natural das pessoas em aceitar certos avanços tecnológicos.
     O próprio Santos Dumont enfrentou dificuldades para desenvolver suas atividades, mesmo ele sendo um homem que tinha posses e não tinha grande necessidade de receber patrocínios para fabricar suas invenções. Sempre existiram muitas desconfianças em relação ao futuro dos avanços tecnológicos. No próprio livro já referido são citadas as dificuldades dos pioneiros da montadora de automóveis francesa Renault em vender seus primeiros veículos. Mesmo algo tão acessível e corriqueiro hoje em dia, como o carro, sofreu resistência em ser aceito após o início de sua comercialização.
Hoje em dia  temos os avanços virtuais, os computadores, a internet, coisas que parecem já inseridas no cotidiano geral, mas que ainda não são aceitas em muitas áreas, até por serem consideradas ainda algo de difícil acesso. Existe uma grande disparidade quanto ao uso da internet: enquanto para muitos isso já é algo comum, para outros tantos  é uma realidade distante.
     O ideal seria que o uso da internet fosse ensinado desde as escolas primarias como algo cotidiano, não como uma simples distração nas redes sociais e afins, muito menos como algo sofisticado, quase inatingível, como ainda ocorre, e que acaba fazendo com que muitos não enxerguem o potencial do mundo virtual. É preciso ensinar que a internet é um campo onde se pode desenvolver diversas atividades, e não apenas um passatempo. E isso deve ser feito rápido, pois, no mundo moderno, é possível que logo apareça uma nova tecnologia que deixa todas as restantes para trás.


 Um texto por Davi Campos

Lord Baccarat, Um Romance Gaúcho.

 



            Tendo como personagens principais Armando e Valéria, pai e filha, o livro tem como tema principal assuntos como amor, ódio, vingança, drogas, e transpassa num cenário do inicio dos anos 90. Lord Baccarat é um dos livros mais conhecidos de Alcy Cheuiche e o terceiro livro de ficção mais vendido na Feira do Livro de 1993.
            A história começa na orla do Guaíba onde Armando morava com sua filha Valéria, fruto de seu casamento com Cristina, em um barco chamado 'Avante'. Com a perda de sua esposa Armando teve de criar sua filha sozinho e manteve seus relacionamentos sociais. A menina aprendeu a cuidar de si e de seu pai, mas sempre foi muito mimada por todos a sua volta. O Lord Baccarat, um cavalo tordilho, também é um grande amor na vida de Armando e Valéria. Amor este que permite o envolvimento de Óscar na vida de pai e filha.
            O autor Alcy Cheuiche tem uma linguagem de fácil entendimento e  é repleto de características detalhadas tanto dos personagens quanto de lugares e situações que nos fazem imaginar exatamente tudo o que está acontecendo no momento.  Ele manteve algumas características de outros livros, como a forte influência européia.
            Alcy contou a história relatando o passado, fazendo passagens entre o presente e os acontecimentos passados, deixando o leitor curioso e preso a história. Enfim o livro é um fascinante romance gaúcho que apesar de tanta tristeza mostra uma lição de esperança para quem acha que a vida já não tem mais sentido.



Um texto por Karen Sergio

Brasil e seu desenvolvimento.



     Alcy Cheiuche, patrono da 53° feira do livro de Porto Alegre, conta a história de Santos Dumont em seu livro ‘Nos céus de Paris’. No livro Alcy descreve a vida do pai da aviação desde seu nascimento, em Minas Gerais, a sua morte em São Paulo. De maneira muito descontraída ele nos interliga com Paris, o grande centro da Europa na época de Santos Dumont. Mas ainda hoje os países estrangeiros são referência para o Brasil, mesmo sendo este um país livre e com cultura própria.
      É comum o brasileiro considerar as influências estrangeiras sempre melhores, alguns críticos consideram isso baixa auto estima da população local. O Brasil se desenvolveu em diversas áreas e hoje é um país com qualidades a serem mostradas e mesmo assim desdenhamos nossas qualidades e cultivamos a influência de estrangeiras.
     De fato devemos honra a muitos países, principalmente europeus, pois são nossos colonizadores, nossos antepassados, ao quais herdamos muitos de nossos hábitos. Mas existe um exagero em relação à influência norte-americana, que tomou um espaço estrondoso no dia-a-dia dos brasileiros, estando presente não só em fontes comerciais como em nosso dialeto.
     Os Estados Unidos da América tomou um espaço econômico mundial muito forte e acabou fazendo parte da vida cotidiana de muitos países. Hoje, ainda, é uma região de primeiro mundo, mas não serve como bom exemplo para o desenvolvimento dos demais. No entanto, neste sentido de desenvolvimento, temos melhores exemplos na Europa ou até mesmo na Ásia onde a China é um grande modelo. Temos mais a evoluir do que o Estados Unidos, que já esgotou suas fontes.



Um texto por Karen Cristina Sergio.